Bom dia! Boa tarde! Boa noite!
Os bastidores políticos no Acre seguem quentes com articulações de diversos setores que buscam espaço de poder na administração estadual. Após o grupo político liderado pelo Progressistas fechar acordo de que o MDB indicaria o pré-candidato a vice na chapa de Mailza Assis (PP), outro grupo capitaneado por empresários e políticos ligados às empresas terceirizadas que prestam serviço ao estado também entrou na briga e ameaça que, caso seja contrariado, pode levar os trabalhadores para apoiar candidaturas adversárias como a do ex-senador Jorge Viana (PT) e Mara Rocha.
Com mais de 15 mil colaboradores, o setor das terceirizadas, os empresários não pretendem ficar inertes nessas eleições. Nos bastidores, segundo um dos comandantes de uma grande terceirizada, há duas possibilidades sendo construídas. O plano “A” é que o grupo quer entrar na briga para indicar o vice de Mailza. Por outro lado, caso isso não ocorra. O setor trabalha com a possibilidade de indicar suplentes ao Senado de pré-candidaturas opostas ao Palácio Rio Branco. Uma delas seria a pré-candidatura de Mara Rocha. Conversas já estariam adiantadas nesse sentido, inclusive.
A última cartada do grupo seria apoiar a eleição de Jorge Viana ao Senado, maior expressão política de oposição, que ainda não decidiu se aceita representar os partidos de esquerda que ficaram órfãos desde a queda da FPA, que em seus últimos atos teve como maestro e articulador o ex-governador Tião Viana (PT). É esperar os próximos capítulos desta novela que promete fortes emoções, inclusive com um terceiro desenrolar que não é esperado pelas terceirizadas, com a gestão estadual fazendo a limpa nos trabalhadores e nas empresas que trabalham para o Estado.
Mas, meus três leitores, eu não faria a explanação dos três primeiros parágrafos sem falar com uma autoridade na questão das empresas terceirizadas. Por telefone, o deputado Fagner Calegário, confirmou tudo. “Eu quero saber o que o governo pensa de nós. Passamos quatro anos de bico seco, sem respeito, sem diálogo. Agora, antes mesmo de iniciar o debate eleitoral, já recebemos convite para indicar uma primeira suplência de um candidato ao Senado pela oposição. Precisamos sentar-nos para conversar com o governo para fazer a composição. Isso é, se eles nos quiserem.”
A pipoca já está na mão!
