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Café Sem Açúcar | Com Dora Monteiro

Dizem por aí que um gestor que mudou de esfera e de endereço político levou junto um motorista pago pelo Estado

Dizem por aí que um gestor que mudou de esfera e de endereço político levou junto um motorista pago pelo Estado

Rapaz, nesse universo globalizado, antenado, virtual e cheio de câmeras apontadas pra tudo que é lado, todo cuidado é pouco ... pois bem...circula nos bastidores uma historinha sobre um certo gestor que acumula funções. Mudou de cadeira, mudou de esfera, mudou de endereço político… mas, curiosamente, teria levado junto um “agrado” do cargo anterior: um motorista pago pelo Estado.

Segundo os futriqueiros da internet, o profissional do volante virou quase um anjo da logística doméstica, leva criança pra escola, faz comprinhas da casa e até acompanha o cachorro ao pet shop. Um verdadeiro servidor multifuncional, literalmente. E é daí que vem a faísca maliciosa: “Ele saiu do Estado… mas o Estado não saiu dele.”

Tem gente achando a situação bem esquisita, mas ninguém fala alto por medo de virar alvo. Afinal, em terra de silêncio, quem cochicha demais vira suspeito. Daí a pergunta que todos fazem: isso é normal? Olha...se for, o mais beneficiado nessa história é o cachorro.

Pontualidade britânica

O Rio Acre continua subindo e descendo conforme o humor do céu. Em alguns bairros, a população já pergunta se o rio vai lançar candidatura, porque pelo menos ele aparece todo ano.

Aliança com manual de instruções

A solenidade que referendou a aliança PP-PL, unindo Gladson Cameli e Márcio Bittar teve tudo que um bom ato político pede: palanque cheio, discursos otimistas e a promessa de um grande projeto para 2026. A cena transmitia unidade e força. Nos bastidores, porém, alguns observadores notaram um detalhe, a aliança parecia menos um casamento e mais uma mudança de endereço, com o PL levando as malas para a casa de Cameli.

A sala de comando

O efeito político da cerimônia foi imediato. O bloco governista ganhou musculatura para 2026, mas quando uma sala de comando fica muito cheia, alguém acaba ficando sem cadeira. No caso, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, que agora precisa decidir se entra no roteiro da aliança ou se procura outra trilha no mapa eleitoral.

Clube dos convidados a sair

O prefeito Tião Bocalom contou que já foi “convidado a deixar” quatro partidos na carreira. Se continuar nesse ritmo, vai acabar sendo o único político do Acre com cartão fidelidade de expulsão partidária.

Porta fechada

No Acre, quem bate à porta do Partido Liberal precisa antes verificar quem está com a chave. O prefeito Tião Bocalom descobriu que a maçaneta gira, mas a porta não abre para qualquer projeto.

Estratégia nacional

Nos bastidores, a justificativa para o freio de arrumação foi elegante: a candidatura de Bocalom ao governo “não estava na estratégia nacional”. Tradução simultânea da política (até poderia estar, mas não estava).

Direita dividida

Outro argumento ouvido nos corredores foi que uma candidatura própria do prefeito poderia dividir o campo conservador. Na política acreana, como se sabe, dividir votos é quase tão grave quanto dividir emendas.

Conflito antigo

Quem acompanha a política local sabe que o clima entre Bocalom e Bittar não azedou ontem. Os dois têm quilometragem suficiente em partidos e alianças para saber que amizade política costuma ter prazo de validade.

Estilos diferentes

Aliados resumem assim. Bittar joga xadrez em Brasília; Bocalom prefere dominó na praça. O problema é que, de vez em quando, as peças acabam na mesma mesa.

Sem legenda, por enquanto

Com o sinal vermelho dentro do PL, Bocalom ficou momentaneamente sem uma sigla robusta para sustentar o sonho de disputar o governo. Na política, isso equivale a ter discurso pronto, mas microfone desligado.

Até 2026

O desfecho dessa novela ainda depende de duas coisas bem conhecidas da política: alianças e votos. A primeira se negocia em gabinetes; a segunda, só aparece nas urnas.

Mágoas da política

E há ainda um detalhe pouco comentado que teria aumentado a irritação do senador: um episódio envolvendo o deputado Eduardo Veloso. Nos corredores, dizem que ali a política deixou de ser apenas cálculo e ganhou um ingrediente clássico: mágoa.

Barulho, correria e Rivotril

Com rumores de delações e investigações rondando Brasília e chegando ao noticiário regional, fontes garantem que o estoque de Rivotril político disparou. Não se sabe se é ansiedade ou simples antecipação de depoimento.

A possível delação que tira o sono

A possibilidade de colaboração premiada envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro virou assunto de corredor político no país. No Acre, há gente que jura não ter nada a ver com o caso, mas já está treinando a frase: “isso foi decisão técnica”.

Previsão do tempo político

Meteorologia local prevê chuva forte na cidade, nuvens densas na política, e trovoadas em gabinetes caso alguma delação resolva cair por aqui.