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Brasil bate recorde de endividamento e reflexo já pressiona famílias acreanas, aponta levantamento

Brasil bate recorde de endividamento e reflexo já pressiona famílias acreanas, aponta levantamento

O aumento histórico do endividamento das famílias brasileiras já reflete diretamente na realidade das famílias acreanas, que enfrentam um cenário de maior pressão financeira em meio ao custo de vida elevado e à dificuldade de equilibrar as contas no fim do mês.

Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, mostram que 80,2% das famílias brasileiras estavam endividadas em fevereiro de 2026 — o maior índice desde o início da série histórica, em 2010.

O número representa um aumento de 0,7 ponto percentual em relação a janeiro e de 3,8 pontos na comparação com o mesmo período do ano passado.

No Acre, o cenário acompanha a tendência nacional. Com renda limitada e despesas em alta, muitas famílias têm recorrido a alternativas como cartão de crédito, empréstimos pessoais e financiamentos para manter o consumo básico.

O resultado é um ambiente de maior vulnerabilidade financeira, em que o endividamento deixa de ser pontual e passa a fazer parte da rotina de grande parte dos lares acreanos.

Além do aumento das dívidas, a inadimplência voltou a subir e já atinge 29,6% das famílias brasileiras. O dado indica que uma parcela significativa dos consumidores não consegue manter os pagamentos em dia, ampliando o risco de restrições de crédito e agravando ainda mais a situação financeira.

Segundo o levantamento, o crescimento do endividamento está diretamente ligado ao aumento do custo de vida. Despesas com alimentação, energia, transporte e serviços básicos seguem pressionando o orçamento, enquanto o acesso ao crédito continua sendo utilizado como alternativa imediata para cobrir gastos essenciais.

Esse movimento tem feito com que mais famílias entrem em um ciclo de endividamento contínuo, com dificuldade de recuperação no curto prazo.

Segundo a CNC, o avanço das dívidas não está restrito a uma faixa específica de renda. O fenômeno atinge diferentes perfis de consumidores, desde famílias de baixa renda até aquelas com maior poder aquisitivo.