..::data e hora::.. 00:00:00
gif banner de site 2565x200px

Outras notícias

Dono de lhamas apreendidas no Acre nega tráfico de animais e afirma que carga possui origem legal

Dono de lhamas apreendidas no Acre nega tráfico de animais e afirma que carga possui origem legal

O empresário Wellington Vieira, apontado como proprietário das lhamas apreendidas após uma fiscalização no Posto Tucandeira, no Acre, procurou a reportagem para apresentar sua versão sobre o caso e negar qualquer irregularidade relacionada a tráfico de animais.

Segundo Wellington, ele atua como criador e importador legalizado de lhamas e afirmou que os animais transportados são oriundos de uma importação realizada no ano passado, seguindo procedimentos judiciais e autorização legal.

“Esses animais não são ilegais. Eles vieram de uma importação legalizada. Tivemos problemas na divisa porque um órgão federal não queria autorizar a entrada, mesmo com toda a documentação correta. Ficamos 16 dias parados com os animais até conseguirmos um mandado de segurança. Depois disso, a Justiça determinou a fiscalização e a liberação da entrada dos animais no Brasil”, afirmou.

WhatsApp_Image_2026-05-22_at_10.14.37-2.jpeg

De acordo com Wellington, as lhamas apreendidas recentemente seriam filhotes nascidos já em território brasileiro, após a chegada das matrens prenhes.

“Os animais apreendidos nasceram na minha propriedade. São animais já nacionalizados, adaptados ao Brasil e de origem brasileira. Temos nota fiscal e documentos relacionados aos animais”, disse.

O empresário admitiu, no entanto, que os animais estavam sendo transportados sem a documentação exigida para circulação no Acre, mas alegou dificuldades burocráticas para regularizar o transporte no estado.

“O meu erro foi trazer os animais para o Acre sem a documentação específica do transporte. Para conseguir emitir essa documentação aqui, eu precisaria ser produtor rural no Acre, e eu ainda não tenho esse cadastro no estado”, explicou.

Wellington também contestou a versão apresentada inicialmente sobre uma suposta fuga da fiscalização. Segundo ele, não houve desobediência a ordem de parada.

“Não existiu fuga e nem invasão de barreira. O motorista passou normalmente porque entendíamos que não havia necessidade de parada, já que esses animais são considerados domésticos e de companhia no Brasil”, afirmou.

WhatsApp_Image_2026-05-22_at_10.14.37.jpeg

Ainda conforme o empresário, as lhamas são criadas para exposição, reprodução e comercialização, sendo comum a participação em eventos e apresentações pelo país.

Ele também demonstrou preocupação com o estado de saúde dos animais após a apreensão e afirmou que busca a restituição da carga.

“São filhotes que precisam de cuidados específicos, alimentação diferenciada, vitaminas e acompanhamento veterinário. Estamos preocupados porque eles precisam de tratamento adequado”, declarou.

Wellington criticou ainda manifestações feitas por uma ONG nas redes sociais, alegando que informações estariam sendo divulgadas de forma equivocada sobre a origem dos animais.

“Os animais realmente têm origem peruana, mas através de uma importação legal. Eles já estão nacionalizados no Brasil”, concluiu.