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Falta de aeromédico no município de Feijó coloca mãe e bebê em risco, denuncia família

Falta de aeromédico no município de Feijó coloca mãe e bebê em risco, denuncia família

Uma situação de extrema preocupação tem mobilizado familiares e levantado questionamentos sobre a assistência à saúde no interior do Acre. Uma gestante pode perder o bebê devido à ausência de transporte aeromédico no município de Feijó.

De acordo com a filha da paciente, L.A.D, a mãe deu entrada na maternidade na manhã de ontem, segunda feira 23, apresentando dores e quadro de pressão arterial elevada. Por se tratar de uma gravidez de risco, a equipe médica optou por não realizar a cesariana na unidade local, diante da possibilidade de complicações.

Segundo o relato, a médica responsável solicitou a transferência imediata da paciente para Cruzeiro do Sul, onde há maior suporte hospitalar. No entanto, o pedido de envio de uma aeronave não teria sido atendido.

“A médica pediu um avião para levar a minha mãe, porque ela não tem condições de ir de ambulância. Mas disseram que só pode ir por terra, e ela não aguenta a viagem com essa estrada do jeito que está”, afirmou a filha, em desespero.

A alternativa apresentada, conforme a família, foi o deslocamento por ambulância — opção considerada inviável diante do estado de saúde da gestante e das condições da BR-364, frequentemente alvo de críticas pela precariedade.

Ainda segundo Leila, o quadro é delicado: a mãe segue com fortes dores, a gestação já está avançada e há sinais de que o bebê pode nascer a qualquer momento. A impossibilidade de parto normal e a demora na transferência aumentam o risco tanto para a mãe quanto para a criança.

“Acreditamos que a criança já quer nascer, mas minha mãe não consegue ter parto normal. Quanto mais o tempo passa, mais perigoso fica para os dois”, relatou.

A equipe médica local, de acordo com a família, demonstra receio em realizar o procedimento cirúrgico em Feijó justamente pela ausência de estrutura adequada para eventuais complicações.

Procurada pela reportagem, a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) informou que o caso foi regulado ainda na segunda-feira (23) e que o transporte aéreo já estava previsto.

“Deu entrada ontem e de imediato já foi regulada. O voo está regulado para hoje”, informou a assessoria.