O caso da apreensão de lhamas e alpacas no Acre ganhou um novo capítulo após a defesa dos motoristas envolvidos afirmar que os animais estavam totalmente regularizados. Segundo o advogado James Rosas da Silva, os trabalhadores Paulo Isidoro Martins Bezerra e Audiclecio Souza da Silva realizavam apenas um frete contratado pelo empresário Wellington Vieira de Araújo e não teriam qualquer ligação com atividades ilegais.

De acordo com a defesa, toda a documentação exigida existia e foi apresentada às autoridades, incluindo nota fiscal, Guia de Trânsito Animal (GTA), emitida pelo Ministério da Agricultura, além de laudo veterinário comprovando a saúde dos animais. A única situação apontada no momento da abordagem teria sido a ausência temporária dos documentos físicos dentro do caminhão.

A defesa deixa claro ainda que os animais apreendidos seriam oriundos de reprodução realizada no Brasil, com acompanhamento veterinário e estrutura adequada para criação no rancho do empresário, localizado em Alvorada do Oeste. Mesmo com a apresentação dos documentos, os motoristas permaneceram presos por mais de 24 horas e o caminhão segue apreendido, gerando prejuízos financeiros às famílias envolvidas.

O advogado também alertou para a necessidade de cuidados específicos com lhamas e alpacas, afirmando que os animais precisam de alimentação adequada, vitaminas e acompanhamento constante, e pediu cautela para que o caso não seja tratado de forma simplificada como contrabando, já que, segundo ele, existem documentos oficiais que comprovariam a legalidade da atividade.


