Um ato em defesa dos direitos dos animais reuniu manifestantes em frente ao Palácio Rio Branco para cobrar providências das autoridades após a morte do cão conhecido como 'Orelha', em um caso que gerou forte repercussão entre protetores e entidades da causa animal na Capital acreana. O protesto também ampliou o debate sobre a falta de políticas públicas e a aplicação de punições mais severas contra maus-tratos.
Organizada com apoio de protetores independentes e entidades de proteção, a mobilização teve como foco exigir o cumprimento rigoroso da Lei Sansão (Lei 14.064/2020), que estabelece pena de reclusão de dois a cinco anos para crimes de maus-tratos contra cães e gatos. Segundo os participantes, a legislação existe, mas nem sempre é aplicada de forma efetiva nos casos registrados no estado.

De acordo com a Associação Patinha Carente, o movimento buscou dar visibilidade ao caso e pressionar por respostas rápidas das instituições responsáveis pela investigação e responsabilização dos envolvidos.
A advogada e ativista da causa animal Vanessa Facundes afirmou que a manifestação fez parte de uma mobilização simultânea com outros estados e destacou que o protesto vai além de um único caso. “A gente foi hoje, junto com outros estados, se manifestar, pedir que a lei seja cumprida no caso do Orelha, justiça por ele, que não pode falar, e também pelos nossos animais daqui, que sofrem diariamente maus-tratos. A gente também tem aqui muitos casos ruins e a justiça não está sendo aplicada efetivamente aqui em Rio Branco, no Acre. A gente não tem nem políticas públicas para os animais e a gente também estava pedindo isso hoje”, declarou.

Durante o ato, os participantes também alertaram para o aumento de denúncias de violência contra animais em Rio Branco e defenderam a criação de programas permanentes de proteção, fiscalização e atendimento veterinário público, além de campanhas educativas e canais mais ágeis de denúncia.
