Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontam que de 2022 a 2024, apenas quatro processos sancionatórios foram instaurados para a destruição de pistas clandestinas de pousos e decolagens.
No Amazonas, foram 11 e cinco em Rondônia. Roraima teve o maior número: 74. O número total processos instaurados pela Agência chegou a 94 no período.
Essas pistas são utilizadas, na maioria das vezes, pelo narcotráfico no escoamento da cocaína procedentes de países como o Peru e a Colômbia. Também é utilizada no tráfico de armas e outras drogas, como a maconha.
De acordo com reportagem publicada pelo jornal o Globo esta semana, em março deste ano, após todos os órgãos terem se manifestado no processo, o MPF (Ministério Público Federal) voltou a reforçar o pedido inicial. Ele identificou sobreposição de competências e “troca de responsabilidades” entre as diferentes entidades.
Entretanto, a Anac afirma não ter a atribuição de inutilizar as pistas clandestinas. Já o Ibama e o ICMBio argumentam não ter meios operacionais para tal.
