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POLÍCIA

Mais de 3 mil acreanos foram assassinados entre os anos de 2014 e 2024, revela Atlas da Violência

Mais de 3 mil acreanos foram assassinados entre os anos de 2014 e 2024, revela Atlas da Violência

Dados do Atlas da Violência divulgados na última terça-feira (26/5) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostram que em 11 anos, 3.200 pessoas foram assassinadas no Acre. O período estudado compreende de 2014 a 2024. A variação média entre 2014 e 2024 foi de queda de -25% dos homicídios, em números absolutos.

Mesmo, apesar do número alto de mortes, a taxa de homicídios registrado no Acre, por 100 mil habitantes, caiu -30,3% entre 2014 a 2024. A média nacional foi de -33,4%.

Na perspectiva dos últimos cinco anos (2019-2024), o Brasil reduziu o número de homicídios estimados em 6,0% e a taxa estimada em 8,2%, mas esse movimento foi acompanhado por queda muito mais modesta dos homicídios ocultos (-3,8% no número e -8,3% na taxa). Além disso, houve estados com deterioração importante. As maiores altas da taxa estimada ocorreram no Ceará (+44,2%), Maranhão (+25,8%), Piauí (+22,3%), Minas Gerais (+16,4%) e Rondônia (+15,6%). No mesmo intervalo, os maiores recuos da taxa estimada foram observados em Sergipe (-46,2%), Acre (-45,6%), Goiás (-42,4%), Roraima (-39,3%) e Distrito Federal (-36,6%).

Com relação às mortes violentas por causas indeterminadas, o Acre registrou 128 mortes em 11 anos. Os homicídios ocultos, ou seja, àqueles que não é identificada a natureza do delito, chegaram a 35 casos no estado.

Em síntese, os dados de 2024 sugerem que a leitura da dinâmica da violência letal no Brasil exige cautela. A aparente continuidade da queda na série oficial não se reproduziu integralmente quando se incorporam os homicídios ocultos. O resultado é uma fotografia mais preocupante do que a sugerida pelos registros brutos, sobretudo em estados como São Paulo, Minas Gerais, Ceará e Rio de Janeiro, onde a subnotificação passou a ter peso decisivo na interpretação da dinâmica recente da violência letal, segundo os dados da saúde.