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POLÍCIA

Militar armado, desacato e questionamentos sobre a atuação policial marcam ocorrência no Dibuteco

Militar armado, desacato e questionamentos sobre a atuação policial marcam ocorrência no Dibuteco

Uma ocorrência registrada na madrugada deste fim de semana, na casa noturna DiButeco, em Rio Branco, envolvendo um Subtenente do Corpo de Bombeiros Militar, identificado pelas iniciais A., expôs uma sequência de fatos graves que vão além da conduta individual do militar e levantam questionamentos sobre a atuação da Polícia Militar no atendimento da ocorrência.

De acordo com o boletim policial, o militar encontrava-se visivelmente alterado, envolvido em discussão acalorada com a esposa, identificada pelas iniciais J. B. S., no interior do estabelecimento. Diante do comportamento agressivo e do fato de portar arma de fogo, seguranças decidiram retirá-lo do local. Mesmo do lado de fora, A. insistia em retornar, elevava o tom de voz, desobedecia ordens e demonstrava nervosismo excessivo.

A situação se agravou quando, ao ver J. B. S. sair do estabelecimento acompanhada de outro homem, o militar levou a mão à cintura e passou a segurar sua arma de fogo de forma ostensiva, em claro gesto de intimidação. O cenário exigia resposta imediata e firme, uma vez que se tratava de um agente armado, fora de controle emocional, em ambiente público.

Durante a abordagem, A. passou a desacatar policiais militares, inclusive uma soldado em serviço, utilizando palavras de baixo calão. Em outro momento, dirigiu ameaças diretas a um sargento da guarnição, proferindo frases ofensivas e intimidatórias, sempre demonstrando total descontrole emocional.

Apesar da gravidade dos fatos, o que chama atenção é a condução da ocorrência. A guarnição permaneceu por longo período tentando conter verbalmente o militar, aguardando o encerramento do estabelecimento e buscando apoio de pessoas conhecidas do conduzido, mesmo diante de reiteradas desobediências, ameaças e da presença de arma de fogo. Somente após sucessivos desacatos e resistência é que foi dada voz de prisão, com a arma sendo entregue de forma voluntária e o algemamento ocorrendo apenas já na delegacia.

Um ponto relevante registrado na ocorrência diz respeito ao procedimento padrão em situações que envolvem militares. Conforme informação policial, quando o envolvido é militar, é acionado o superior de dia, quando se trata de bombeiro militar, deve ser acionado o superior de dia responsável por acompanhar e resolver ocorrências envolvendo integrantes da corporação, seja em casos disciplinares, ocorrências policiais ou desastres civis. No episódio em questão, a solicitação do superior de dia do Corpo de Bombeiros foi realizada, porém, até o encerramento da ocorrência, o oficial não compareceu ao local.

Diante da gravidade do caso, espera-se que os órgãos de controle, como as corregedorias competentes e o Ministério Público, analisem tanto a conduta do militar quanto a atuação da guarnição. A sociedade não espera privilégios nem proteção corporativista, mas sim isonomia, responsabilidade e respeito à lei.