..::data e hora::.. 00:00:00
gif banner de site 2565x200px

POLÍTICA

“Até terça-feira que vem, teremos decisão se o PSDB vai me aceitar”, diz Bocalom sobre possível filiação partidária

“Até terça-feira que vem, teremos decisão se o PSDB vai me aceitar”, diz Bocalom sobre possível filiação partidária

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, afirmou na manhã desta sexta-feira, 6, que deve ter até a próxima terça-feira uma definição sobre sua possível filiação ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). A declaração foi dada durante agenda pública na Capital, quando o gestor comentou as articulações políticas em andamento visando os próximos passos de sua trajetória partidária.

Segundo Bocalom, as conversas com a direção nacional do partido estão em fase final. Ele destacou que voltou a dialogar com lideranças do PSDB ao longo desta semana e demonstrou expectativa positiva quanto ao desfecho das tratativas.

“Realmente, o partido, nós temos conversas finais com o PSDB Nacional. Voltei a falar com eles novamente na semana, mas até terça-feira que vem, se Deus quiser, a gente tem uma decisão final se eles vão ou não vão me aceitar lá dentro do PSDB”, afirmou.

O prefeito também lembrou sua trajetória política ligada ao número 45, tradicionalmente associado ao PSDB nas eleições. Segundo ele, sua história eleitoral reforça a identificação com a legenda.

“Se me aceitarem, se Deus quiser, eu vou para uma casa onde eu fui candidato nada menos do que seis vezes. Duas eleições em Acrelândia, que eu ganhei, e quatro eleições em Rio Branco e para o governo do Estado que nós perdemos, mas sempre muito bem votados”, declarou.

Bocalom relembrou disputas anteriores em que, segundo ele, a diferença de votos foi pequena. “Em 2010 faltou menos de 100 votos para ganhar o governo. Em 2012 faltou menos de 100 para ganhar a Prefeitura. Então eu tenho certeza que o 45 está na cabeça da população”, disse.

O prefeito também comentou críticas recebidas em momentos políticos anteriores e afirmou que prefere evitar confrontos públicos.
“Quem está na vida pública, especialmente no Executivo, tem que tomar muito cuidado com essa história de briga. Lembro que quando terminou a eleição de governador houve muitas críticas a meu respeito. Todo mundo se lembra que eu não respondi uma crítica sequer”, destacou.

Bocalom também mencionou divergências políticas envolvendo lideranças de seu antigo partido e disse que prefere respeitar as decisões internas das siglas. Ao comentar a influência política do senador Márcio Bittar em Brasília, ele reconheceu o peso do parlamentar nas articulações nacionais.

“A influência dele em Brasília é muito grande. É um senador que já foi relator de orçamento, então não tenho dúvida de que a influência dele é muito forte. Outros parceiros dentro do partido seguiram a ideia dele, mas a vida segue”, afirmou.

Apesar das incertezas sobre o futuro partidário, o prefeito demonstrou tranquilidade e disse confiar que novas oportunidades políticas surgirão. “Isso é uma construção que vem para o futuro. Nesse momento é decisão do partido. A relação continua a mesma, eu respeito a estratégia deles. O que eu posso fazer? Eu não mando no partido. Mas tenho certeza de que Deus vai abrir outras portas para mim”, concluiu.