O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), confirmou nesta quarta-feira, 14, que deverá anunciar no início da próxima semana sua candidatura ao governo do Acre. A declaração foi feita durante participação no programa Patrulha Cidade, apresentado pelo jornalista Senildo Melo.
Ao comentar sobre a possibilidade de disputar as eleições estaduais e a necessidade de descompatibilização do cargo de prefeito, Bocalom afirmou que, até o momento, evitou colocar seu nome oficialmente em debate político por priorizar a conclusão das obras em andamento na capital.
Segundo ele, a postura seguiu a mesma linha adotada pelo governador, que definiu o ano anterior como período focado no trabalho administrativo. “Até agora não botei meu nome em discussão. Fiquei na minha porque a prioridade era concluir as obras. Mas este já é um ano eleitoral, e agora começa naturalmente o debate”, explicou o prefeito.
Bocalom destacou que tem percorrido diversas regiões do Estado e ouvido apelos da população para que coloque seu nome na disputa. Segundo ele, o incentivo também ocorre em Rio Branco, onde moradores citam sua atuação anterior em Acrelândia e a atual gestão na Capital como credenciais para uma candidatura ao Palácio Rio Branco.
O chefe do Executivo também mencionou que, atualmente, já existem outros nomes colocados na corrida eleitoral, como o de Alan Rick e o da vice-governadora Mailza Assis, e que parte da população tem cobrado uma definição sobre sua posição. “As pessoas perguntam se eu vou ou não vou. Dizem que o Estado precisa de um governador que olhe para a produção, e isso me deixa feliz”, afirmou.
Durante a entrevista, Bocalom ressaltou que sua trajetória política é marcada pela ausência de escândalos e defendeu uma atuação pautada pela ética e pela transparência. “Graças a Deus, não temos escândalos envolvendo dinheiro público. Estou na política para servir, não para ganhar dinheiro ou enganar as pessoas”, declarou.
Por fim, o prefeito afirmou que, após o anúncio oficial, caberá à população avaliar seu nome e decidir se deseja ou não sua candidatura. Ele lembrou que o prazo legal para descompatibilização do cargo vai até o início de abril. “Se a população disser que quer o Bocalom como candidato a governador, eu não tenho problema nenhum. Estou aqui para servir e fazer a coisa correta”, concluiu.
