O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), anunciou nesta segunda-feira, 19, sua pré-candidatura ao governo do Acre nas eleições de 2026. A confirmação ocorreu durante entrevista coletiva no auditório da Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre (Acisa), reunindo o vice-prefeito Alysson Bestene, empresários, pecuaristas e apoiadores da atual gestão municipal.
O encontro com a imprensa, convocado oficialmente na semana passada, intensificou as especulações sobre o futuro político do gestor e acabou por oficializar um movimento que já vinha sendo desenhado nos últimos meses. Reeleito prefeito da Capital, Bocalom passou a adotar um discurso cada vez mais estadualizado e ampliou sua presença em municípios do interior, sinais claros de pré-campanha.

Durante a coletiva, o prefeito afirmou que a decisão de colocar seu nome à disposição da sociedade acreana é fruto de “muita reflexão” e do que classificou como um “clamor popular” por mudanças na condução administrativa do Estado. Segundo ele, o trabalho desenvolvido em Rio Branco serve como credencial para a disputa ao Palácio Rio Branco.
“A nossa pré-candidatura é resultado de trabalho e de um projeto que vem de lá de trás, que o povo conhece e que não mudou. Rio Branco nunca viu tantas obras como agora, e isso mostra que é possível fazer diferente”, afirmou Bocalom, ao destacar ações e investimentos realizados ao longo de sua gestão.

O prefeito também ressaltou que a pré-candidatura será construída gradualmente, com avaliação do cenário político e do apoio popular nos próximos meses. “Vamos continuar trabalhando. Se lá na frente o nosso nome estiver bem colocado, seguimos. Se não estiver, não tem problema, recolhe-se. Ainda temos anos de prefeitura pela frente”, disse.

Ao reforçar sua ligação com o Estado, Bocalom lembrou da acolhida que recebeu ao longo de sua trajetória no Acre e do título de cidadão acreano. “O Acre me acolheu, Rio Branco me acolheu muito bem. Agora, coloco meu nome à disposição para pensar o estado como um todo”, declarou.
A entrada de Bocalom na disputa pelo governo redesenha o tabuleiro político para 2026 e deve acirrar a corrida entre os principais grupos que buscam o comando do Estado. Nos bastidores, a avaliação é de que o anúncio apenas formaliza o que já era tratado como fato consumado por aliados e adversários. A expectativa agora se concentra nas articulações partidárias, na formação de alianças e nos impactos da pré-candidatura sobre a gestão municipal nos próximos meses.

