Os vereadores de Rio Branco voltaram atrás e reabriram a sessão desta quinta-feira, 26, para realizar a leitura oficial da carta de renúncia do prefeito Tião Bocalom. O documento foi entregue pelo secretário especial de Assuntos Jurídicos e Atos Oficiais (Sejur), Jorge Eduardo Bezerra, e lido em plenário pelo presidente da Câmara, Joabe Lira.
Na carta, Bocalom comunica formalmente a decisão de deixar o cargo, com efeitos a partir do dia 3 de abril, alegando motivos pessoais e um “chamado” maior. “Esta decisão é fruto de muita reflexão e do entendimento de que tenho um dever a cumprir. Não posso ignorar minha missão, um legítimo chamado que tem por nome esperança”, diz um dos trechos.
O chefe do Executivo também fez um balanço da gestão iniciada em 1º de janeiro de 2021, destacando o período de dedicação à administração municipal. “Trabalhei com humildade e dedicação todos os dias do nosso compromisso enquanto gestor. Sinto que chegou o momento de retribuir ainda mais ao Acre tudo aquilo que fez por mim e pela minha família”, afirmou.
Bocalom ressaltou ainda que deixa o cargo com a convicção de ter contribuído para o desenvolvimento da Capital acreana. “Tenho a convicção de que hoje temos uma cidade mais desenvolvida, menos desigual e mais inclusiva, com uma economia pujante e serviços de qualidade, embora ainda existam desafios”, pontuou.
No documento, o prefeito também demonstrou confiança na continuidade da gestão pelo vice-prefeito Alysson Bestene, a quem chamou de “grande amigo”, e agradeceu à equipe de governo, vereadores e servidores municipais. “Sempre trabalhei em equipe. Se fizemos muito e longe chegamos, é porque estive bem acompanhado”, declarou.
Ao final, Bocalom afirmou deixar o cargo com sentimento de dever cumprido. “Recebo agora um novo chamado, com responsabilidade e serenidade, e saio com a sensação de missão cumprida, eternamente grato pela oportunidade de servir ao povo de Rio Branco”.
