Manutenções de vetos a projetos de Eduardo Ribeiro deixam evidente descontentamento dele com o governo. Nos bastidores, saída da vice-liderança do governo é creditada a esse fator
Os deputados estaduais mantiveram o veto do governador Gladson Camelí (PP) à emenda apresentada pelo deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD) à lei que cria a Loteria Estadual. A emenda proibia a exploração das chamadas bets e jogos semelhantes ao tigrinho e de cassinos.
O texto de Eduardo Ribeiro que perdeu a validade diz que era “expressamente proibida no âmbito da Loteria Estadual, a exploração, autorização, credenciamento, intermediação, promoção, divulgação ou qualquer forma de operação de apostas de quota fixa (BET), jogos eletrônicos ou virtuais conhecidos como “tigrinho”, cassinos, bem como quaisquer modalidade similares”.
A manutenção do veto recebeu 14 votos. Apenas o deputado Eduardo Ribeiro votou pela derrubada. Nos bastidores afirma-se que a saída de Ribeiro da vice-liderança do governo está relacionada ao descontentamento dele com os vetos de Camelí, não só sobre essa matéria, mas também ao projeto dele que institui o Programa Cartão Material Escolar da rede pública de ensino. A ideia era credenciar papelarias para que por meio de um cartão, os próprios estudantes pudessem adquirir os materiais escolares. O deputado Edvaldo Magalhães, líder da oposição protestou:
“Esse veto é político. É igual àquelas encomendas. Se aprovado, alguém perderia muito dinheiro. A opção foi não democratizar. Vossa excelência foi derrotado pelos interesses dos negócios da Educação”, disse Magalhães.
Os parlamentares também mantiveram o veto sobre a lei aprovada pela Aleac em dezembro que destinava 5% das vagas de cargos comissionados a pessoas com deficiência. Treze deputados votaram pela manutenção. Apenas Edvaldo Magalhães, autor do projeto, e Antônia Sales votaram pela derrubada do veto.
