Nos últimos quatro dias, o empresário Chiquinho do Duda, acompanhado de integrantes da Missão Unidos pela Amazônia, percorreu os rios de Feijó, visitando as comunidades Envira e Paraná do Ouro. O objetivo é dialogar com ribeirinhos e pequenos agricultores sobre os desafios de viver na Amazônia.
Em mais de dez paradas ao longo do trajeto, Chiquinho fez questão de conversar com as famílias, ouvir histórias, reconhecer a consciência ambiental e destacar o papel do produtor rural como guardião do território. Na região, a maioria dos moradores vive da agricultura familiar, aliando a produção à criação de algumas cabeças de gado, em um equilíbrio construído ao longo de gerações.

“Minha família detém boa parte das terras dessa região, mas são eles que cuidam. São parceiros que, ao longo do tempo, conquistaram o direito de decidir o que querem fazer com essas terras. São famílias que conheceram meus avós, da família Mansueto, meu pai Duda, minha mãe Graça, da família Prado, que nasceu nas barrancas do rio Tarauacá. De certa forma, esses encontros são uma volta ao passado, um presente que estou aproveitando ao máximo”, disse Chiquinho, do Duda.
A viagem foi acompanhada pelo vereador de Rio Branco, Joaquim Florêncio. “Estou muito feliz por ver que as pessoas dessa região são prósperas e felizes”, disse ele.

Durante o percurso, a expedição foi acolhida na casa do senhor Caneco, produtor rural da região. Em outra parada, o grupo almoçou na casa de Venir, que junto com a família recebeu a Missão com carinho. A etapa mais longa da viagem levou mais de 12 horas subindo dois rios até o seringal Boa Vista, onde a comitiva foi recebida na casa do Mário. O local é ponto tradicional de encontro para a festa de São Sebastião, celebração religiosa que há mais de 50 anos reúne seringueiros de toda a região, fortalecendo laços comunitários e culturais.
No retorno, a expedição ainda fez parada na colônia do senhor Dovo, onde o grupo descansou, encerrando uma jornada marcada por escuta, respeito e reencontro com as raízes da floresta.
A experiência deixa uma reflexão clara. O produtor rural não é apenas força econômica, mas agente transformador do desenvolvimento social. São homens e mulheres que mantêm vivas as tradições, cuidam da terra e sustentam comunidades inteiras. Reconhecer essa força é reconhecer que o futuro da Amazônia passa, necessariamente, por quem vive nela.
