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POLÍTICA

Quatro municípios do Acre entram na lista nacional do Protocolo Brasil Sem Fome

Quatro municípios do Acre entram na lista nacional do Protocolo Brasil Sem Fome

Os municípios acreanos de Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Sena Madureira e Tarauacá integram a lista nacional de cidades prioritárias para a implementação do Protocolo Brasil Sem Fome, iniciativa do Governo Federal que visa fortalecer ações integradas de combate à insegurança alimentar e nutricional em territórios considerados mais vulneráveis.

A estratégia prevê atuação direta das Câmaras Intersetoriais de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) municipais, que passam a coordenar ações envolvendo saúde, assistência social, segurança alimentar e inclusão produtiva.

Em Rio Branco, maior centro urbano do Estado, a prioridade recai sobre a articulação entre o Sistema Único de Saúde (SUS), o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), com foco na identificação de famílias em situação de vulnerabilidade alimentar e na organização de fluxos integrados de atendimento.

No interior, Cruzeiro do Sul, principal município do Vale do Juruá, assume papel estratégico ao atender não apenas sua população urbana, mas também comunidades isoladas que dependem da cidade como polo de serviços. A logística, o custo dos alimentos e as dificuldades de acesso durante períodos de cheia e seca dos rios estão entre os principais desafios a serem enfrentados.

Já Sena Madureira, localizada na região do Purus, e Tarauacá, no interior do Estado, lidam com problemas recorrentes de infraestrutura, pobreza e dificuldade de acesso a políticas públicas permanentes. Nessas cidades, o Protocolo prevê a elaboração da chamada Cartografia de Respostas Locais, um mapeamento detalhado de programas, serviços e benefícios disponíveis nas áreas de saúde, assistência social e segurança alimentar.

Além disso, os municípios acreanos deverão participar de formações e capacitações sobre o Protocolo Brasil Sem Fome, mobilizando equipes técnicas locais para a execução das etapas operacionais, incluindo a busca ativa de pessoas em risco de insegurança alimentar.

Cada cidade também deverá designar um ponto focal responsável pela articulação com o Governo do Estado e pelo envio de relatórios trimestrais. O controle social da iniciativa ficará a cargo dos Conselhos Municipais de Segurança Alimentar e Nutricional, reforçando a participação da sociedade civil no acompanhamento das ações.