O vereador Eber Machado (MDB) fez duras críticas à gestão municipal de Rio Branco após a forte chuva registrada no domingo, 11, e nesta segunda-feira, 12, que causou alagamentos e prejuízos a diversas famílias em vários bairros da Capital, com destaque para a Baixada da Sobral. Durante visita à região, o parlamentar apontou abandono histórico, falta de ações preventivas e ausência do prefeito no local afetado.
Segundo Machado, os transtornos enfrentados pelos moradores poderiam ter sido minimizados com medidas simples, como a limpeza e desobstrução do leito do Igarapé Sobral e dos bueiros da região. Para o vereador, o igarapé está completamente assoreado e entupido, situação que se repete há anos sem uma solução definitiva por parte da Prefeitura. “Com duas escavadeiras e trabalho de limpeza, isso aqui já teria melhorado muito. Não é algo complexo, é falta de vontade”, afirmou.
O parlamentar também criticou o que classificou como prioridades equivocadas do prefeito Bocalom, citando gastos elevados com iluminação decorativa e eventos no centro da cidade, enquanto bairros periféricos continuam sofrendo com alagamentos a cada período chuvoso. De acordo com ele, recursos que poderiam ser utilizados em obras de drenagem, canalização e prevenção acabaram sendo direcionados para outras áreas.
O emedebista destacou relatos de moradores que perderam móveis, eletrodomésticos e documentos, além do impacto social causado pelas enchentes, especialmente em famílias em situação de vulnerabilidade. Ele citou o caso de um morador cadeirante que, segundo o vereador, enfrenta dificuldades constantes para acessar serviços básicos devido às condições da área onde vive.
O vereador também cobrou a presença imediata da Defesa Civil, da Secretaria Municipal de Assistência Social e de órgãos ambientais, apontando possíveis crimes ambientais relacionados ao despejo de resíduos no igarapé, o que contribuiria para o assoreamento e agravamento das enchentes.
Machado reforçou que a Baixada da Sobral não pode continuar sendo tratada como área secundária pelo poder público e defendeu ações estruturantes, além de coragem política para enfrentar o problema de forma definitiva, incluindo reassentamento de famílias em áreas de risco e investimentos em infraestrutura. “A população está cansada de paliativos e promessas. Toda vez que chove, o prejuízo é o mesmo. Isso precisa mudar”, concluiu.
